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Centenas de portugueses no apoio a Miguel Oliveira

Piloto português, que vai competir no próximo ano na categoria rainha do campeonato do mundo de velocidade, acelera em Valência “rebocado” por várias centenas de lusitanos.

(auto.look2010@gmail.com)

Centenas de adeptos portugueses de motociclismo deslocaram-se este fim-de-semana a Valência, em Espanha, para apoiar Miguel Oliveira, o único piloto nacional a competir no campeonato do mundo de velocidade.

Só pelo Clube de Fãs do piloto português foram vendidos 302 bilhetes para uma das bancadas do circuito de Valência. A estes, juntaram-se outros incondicionais adeptos do motociclismo e, sobretudo, do piloto português, uns mais conhecidos do que outros.

É o caso de quatro amigos do Moto Clube de Faro. Gaspar Gago, Carlos da Venda, Miguel Tavares e Rodrigo Martins viram nascer o talento de Miguel Oliveira.

«A primeira prova que ele fez foi uma corrida que nós organizámos no circuito de Palmela, de 50cc. Já dava para ver que era bom, mas ninguém imaginava que chegasse tão longe», garantiram os quatro.

Esta é a segunda prova da temporada a que assistem ao vivo, depois de já terem estado em Jerez de la Frontera, à excepção de Gaspar Gago, que também esteve em Assen, na Holanda. Para a despedida das Moto2 esperam apenas «ouvir tocar a Portuguesa».

A mesma expectativa acalentam Manuel e Hugo Mota, pai e filho que vieram de Vila Verde, em Braga. Esta é a quarta corrida da época a que assistem, depois de terem começado a seguir de perto os passos do piloto português no ano passado.

«Conheci-o num jantar de amigos e, a partir daí, passei a acompanhá-lo», explicou Manuel Mota. Já o filho Hugo, de 13 anos, gosta sobretudo «do ambiente que se vive nas corridas» e, «claro», do Miguel Oliveira. Vieram integrados num grupo de cerca de uma dúzia de pessoas.

Também os lisboetas Nuno Cordeiro e Rui Raposo vieram a Valência com um grupo de amigos: «Organizámos esta viagem quando ainda havia a possibilidade de o Miguel estar a lutar pelo título. Mas já ficou decidido na prova anterior. De qualquer forma, é sempre uma oportunidade de ver o nosso vice-campeão mundial ao vivo», explicaram.

Este domingo, o piloto português sabe que terá uma bancada completa a apoiá-lo, pois esgotaram os 302 bilhetes disponíveis através do Clube de Fãs, gerido pelo seu pai, Paulo Oliveira.

«Cada vez se vêem mais portugueses nos Grandes Prémios», garante o pai do piloto, recordando que «já em Jerez de la Frontera (Espanha), estiveram 400 numa bancada», recordou. Em Valência, os bilhetes para os três dias foram colocados à venda em duas fases. Na primeira, custavam 115 euros e, na segunda, 135.

«Os preços são os mesmos que a organização pratica. Não fazemos disto um negócio. A única vantagem é podermos concentrar as pessoas todas no mesmo local», explicou Paulo Oliveira.

Mas Miguel Oliveira desperta simpatias um pouco por todo o mundo. Após os treinos ainda posou para a fotografia com duas adeptas holandesas, que fizeram questão de lhe entregar uma caixinha com doces típicos do seu país.

«São só de açúcar, certo? É que vindo da Holanda nunca se sabe», perguntou o piloto português, prontamente descansado pelas fãs, que se afastaram com um sorriso rasgado.

Diana Noppen e Iris Reuterink vieram de Utrecht, na Holanda. São fãs do espanhol Marc Márquez em MotoGP mas em Moto2 apoiam Miguel Oliveira: «É bom piloto, simpático e bonito», garantem, com um sorriso.

Para o piloto da KTM, este apoio é «fantástico». «Quantos mais portugueses vierem às corridas, mais contente me deixam. É sinal que estamos a puxar pelo povo para vir assistir. É um motivo de orgulho», garantiu.

No entanto, só consegue sentir o carinho do público no final das provas: «Em corrida não consigo ver nada. Só nas voltas de saída para a pista é que vejo alguma coisa», confessou.

Neste domingo são esperados 115 mil espectadores no circuito Ricardo Tormo, de Valência, para assistir às três corridas do dia, de Moto3, Moto2 e MotoGP, apesar da chuva que se espera poder prejudicar os acessos.

Hoje, o Exército espanhol ofereceu-se para emprestar uma ponte móvel à organização para permitir o acesso pedonal a uma parte do circuito, cortado desde sexta-feira devido a uma pequena derrocada de uma parede de terra.

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